quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

||| Auschwitz.

(a propósito do roubo da inscrição da entrada «arbeit match frei», em Auschwitz, na Polónia)


(Paulo Lobato, Auschwitz, 2004)

Dentro de dias, a 27 de Janeiro, completam-se 65 anos sobre a "Libertação" de Auschwitz, pelo Exército Vermelho (Soviético); o maior e mais terrível campo de extermínio nazi, em cujas câmaras de gás e crematórios terão sido mortas pelo menos um milhão de pessoas, simboliza o lado mais vil do homem.

Assinalar este facto da nossa história é, acima de tudo, lembrar-nos do pior de que somos capazes; e ter presente que «tempos perigosos» são oportunidades únicas para o demonstrar.

8 comentários:

Manuela Araújo disse...

Não sou desse tempo mas é como se fosse. Impossível esquecer. Faz bem lembrar, é o mínimo que podemos fazer em memória de quem tanto sofreu.

Paulo Lobato disse...

Nem eu, Manuela.
Ao lembrar as vítimas desta tragédia, quero também que tenhamos presente que só nós podemos evitar que a história de repita.
um abraço

Eduardo Miguel Pereira disse...

É bem verdade Paulo, há que ter muito cuidado com os maus momentos, pois é daí que podem surgir barbaridades históricas.

Nunca estive em Auschwitz, mas em meados dos anos 90, andei pela zona da Baviera e estive uns dias em Nuremberga (cidade "menina dos olhos" de Hitler), e fui visitar as prisões Nazis (que nem devem chegar aos calcanhares de Auschwitz) que por lá conservaram, e bem, para demonstrarem o horror que foi o Nazismo. Só posso dizer que saí de lá (eu e a minha esposa) com as lágrimas a rolarem cara abaixo e só passada mais de meia hora é que conseguimos abrir a boca para falar um com o outro.

Quint disse...

Auschwitz foi um dos marcos da barbárie humana que convêm realmente não esquecer.
Porque depois disso, o Gulag também existiu e Srebrenica também; ou seja, quando menos se espera o homem liberta o seu levitã.

Paulo Lobato disse...

Eduardo e Ferreira-Pinto, depois de escrito o post ainda fiquei a pensar se teria enganado nas contas, pois parecia-me demasiado recente para ser verdade; agora leio o comentário do Ferreira-Pinto e fico "parvo" por não me ter lembrado dos conflitos étnicos nos balcãs responsáveis por massacres bárbaros, e estes são do meu (nosso) tempo.
O que prova que a história se repete mais do que eu imaginava.
um abraço

Anónimo disse...

Paulo, Olá!

É preciso não esquecer também este genocídio de mis de 10 milhões... não se sabe bem quantos foram, não contabilizaram. Se for susceptível, não aconselho este filme, eu não consegui ver até ao fim.

O Homem com poder torna-se atroz. Que as coisas se repetem, é verdade e cada vez com espaços mais curtos. É o binómio poder/recursos.
Abraço.
http://www.youtube.com/watch?v=ewY_k-jFlvk

Paulo Lobato disse...

Um Bom Ano, Silvana.
Obrigado pelo convite, prometo uma visita.
Cumprimentos,

Paulo Lobato disse...

Olá Fada,
É bem verdade, estes também não podem ser esquecidos.
Se começarmos a contar o número de vítimas do século XX o número parece não ter fim; porque ainda só "estamos" na Europa!
Vi parte do filme e muitas das imagens são de facto aterradoras; e tudo em nome de um mundo melhor.
Imagine-se se não fosse...

Um bom fim-de-semana e um abraço :)

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