sábado, 9 de janeiro de 2010

||| reprovável.

Ao ler a notícia percebe-se porque «falha» Portugal: se pelo lado do governo(s) temos a ausência de objectivos e estratégias claras, com o envolvimento dos principais actores; pelo lado dos empresários, e do cidadão comum, existe uma cultura de tudo exigir e pouco aproveitar (esquecendo as mais valias...); em suma: desprezar o que se tem para desejar o que se não tem.

(foto: Público)

6 comentários:

Eduardo Miguel Pereira disse...

Uma das importantes tarefas do acto de governação, passa também por reeducar, por trabalhar no sentido de alterar mentalidades para melhor. Este caso do Alqueva é um típico caso em que isso não aconteceu. É sabido o cepticismo típico do Português, e do Alentejano em particular (disso percebo eu), é sabido que durante anos, boa parte destes agricultores, se habituaram a viver do subsídio, e perante tudo isto, no projecto Alqueva devia de ter havido o cuidado de envolver desde início os agricultores, explicando-lhes os benfícios que dali adviriam, incuntido-lhes até motivação extra para o trabalho.
Nada disto foi feito e o resultado está à vista.
Mas nada está perdidon e o Alqueva tem tudo para ser um sucesso.
E vai ser !

Paulo Lobato disse...

Eu também penso que o potencial está lá; mas também sei que é preciso querer aproveitá-lo.
Em muitos casos, tanto quanto vejo noticiado, foi mais fácil vender as terras aos espanhóis para obter as mais valias decorrentes do projecto alqueva do que trabalhar;até isto devia ter sido salvaguardado.
Não querendo generalizar, e sem querer retirar algum capital de queixa, é tempo de realizar.

Maria Josefa Paias disse...

Obrigada, Paulo! Neste seu texto curto e pertinente, disse tudo.
São estas atitudes que me incomodam e quase me deixam doente. Sobre a água, um dos bens mais preciosos no futuro, a única coisa que tinha ouvido é que, como as albufeiras estão cheias, não haverá cortes nos abastecimentos domésticos no próximo Verão! E o resto? A gestão dessa quantidade de água para os diversos sectores da economia? NADA! A não ser a abordagem agora feita pelo Público e que o Paulo, em boa hora, realçou aqui.
Um abraço.

Paulo Lobato disse...

Olá Maria Josefa, isto também prova que Portugal tem futuro; queiramos nós fazer pela vida (e nisto não há inocentes) e....
um abraço

Quint disse...

É bem certo que em tempos um general romano asseverava que por cá nem nos governávamos, nem nos deixávamos governar e, infelizmente, insistimos em querer manter o dito actualizado!

O projecto do Alqueva pode e deve ser aproveitado pelos portugueses e não apenas para fins turísticos; aliás, os espanhóis e outros parece que já por ali toparam e bem as potencialidades de ter terrenos com um maná aquífero assim.
Por lá também se cultivam já castas de vinho que especialistas diziam que não davam.
Há exemplos de empresários portugueses por ali que podem marcar a diferença e servir de mola catalizadora de outros empreendimentos; assim o queira Portugal e os portugueses.

Paulo Lobato disse...

Subscrevo na integra, Ferreira-Pinto.
Esses bons exemplos devem ser amplamente divulgados para criar um clima de confiança que, tal como refere, arraste outros empresários para este desafio.
um abraço

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