Perante o anúncio da disponibilidade de Manuel Alegre, e face ao que se escreveu a seguir, perguntei-me:
Haverá alguma razão capaz de mudar o sentido de voto de qualquer um dos 2.773.431 eleitores que votaram em Cavaco Silva, nas últimas presidenciais?
A vida passageira
Há 6 horas
24 comentários:
A meu ver ... não !
Aliás, a Cavaco bastar-lhe-á usar da ferramenta que Alegre usou para ter 1 milhão de votos nas anteriores Presidenciais, ou seja, malhar forte e feio em Sócrates !
E essa, agora, é ferramenta que Alegre já não poderá usar, porque "quem com ferros mata, com ferros morre".
Ou muito me engano ou Cavaco vai ter vitória esmagadora.
Penso que existiriam, mas não para Alegre!
Ou seja, acho que quem votou Cavaco não irá mudar o sentido de voto caso este se recandidate.
Não me admira nada... num País de maioria de camelos!
Mas não consigo pensar, que o povo continue a eleger um espantalho e ladrão de bancos.
Claro que Cavaco tem os Bilderberg por trás... interesses internacionais! Afinal foi ele, Mário Soares e Balsemão que venderam este País aos interesses das outras potências... não foram só os Açores... foi todo o território! Porque acha que este País afunda desta forma? Convém. Estratégicamente bem situado e com uma área marítima, que pelos vistos está cheia de petróleo por explorar... Tá bonito!
Por isso é que ninguém "toca" no "nosso" Mar! Isto é conluio de muiiiitos anos, sempre com os mesmos actores!
Eduardo, penso o que melhor que pode fazer (e lhe é exigido) é ter um comportamento de exigência perante os diversos partidos (todos sem excepção).
Concordo que Manuel Alegre é refém do seu passado recente; as posições anti-Sócrates também contaram para o seu milhão, e agora...
Ferreira-Pinto, também me parece que Alegre (que encosta demasiado à esquerda) não será o melhor candidato para derrotar Cavaco Silva; costumo pensar se Guterres - apesar de tudo - não poderia ser uma séria ameaça à sua reeleição.
Paulo! já estar a dar ideias? :)
Fada, lamento a desilusão mas provavelmente irei fazer parte desse universo de votantes de Cavaco.
Prefiro o seu pragmatismo, à retórica inconsequente de Manuel Alegre; e apesar de lhe faltar alguma dimensão cultural, tem um sentido institucional que não deve ser menosprezado no contexto em que vivemos.
Um destes dias faço um post que explica os porquês.
um abraço :))
É engraçado que partilhando muitas ideais olhamos as mesmas pessoas de forma muito diferente.
Paulo... O Cavaco?! O homem não consegue segurar este País!
Agradeço o post com a suas razões.
E quem é que segura?
Para ser objectiva, é mesmo isso.
E é do arco da velha!! :))))
Agora que já ouviu as que não queria... palavra da boca pedra fora da mão.
Um abraço. :)
Daqui a um ou dois anos, talvez o exército!!!
Comandado pela Maria da Fonte, aí no norte :))))
Olhe que no blogue do embaixador Seixas da Costa a conversa ía feia e tenho dado voltas por outros "mundos" da blogosfera e nada de bom vejo avizinhar-se!
A coisa está mesmo negra.
Com ou sem Presidentes!
E a revolta que por aqui vai? TCHHHHH
Temos de saber dar a volta a isto; eu (talvez por ser sagitário) acredito que é sempre possível.
(isto hoje são só revelações :)))
Creio que esses votantes não mudarão o sentido de voto no caso da recandidatura de Cavaco, e pelas razões que o Paulo referiu, apesar dos pesares.
Um abraço.
Ai é Sagitário? os verdadeiros optimistas. É que a Esperança parece ser o maior inimigo do povo, prolonga o seu sofrimento...
Isto ter concerto? Ser possível? Só lá vai com uma Revolução.
Revelações... e Revoluções eram também necessárias. :))
Já temos 3 coisas em comum Paulo.
Não votamos Alegre.
Somos Sagitários.
E já picámos a Fada.
:-)))
Fada, estás lixada comigo ! eheheh
Maria Josefa, aproveito para lhe confessar que estou com enorme dificuldade em fazer uma lista de candidatos que possa corresponder ao seu candidato; isto com base num único critério: "qualidade acima da média".
A dificuldade está que a nossa memória quase sempre nos mostra políticos ou figuras muito mediáticas; complica o exercício.
Quem não aparece esquece.
Mas estou a criar uma lista.
Um abraço
Essa é razão que me leva a criticar: penso que é sempre possível mudar para melhor.
Agora, essa de a esperança prolongar o sofrimento deixou-me bem disposto, porque é a Fada no seu melhor.:))
um abraço
Eduardo, mas prepara-te que a Fada não desiste; vai respirar fundo e volta à carga.:))
Desisto, desisto... estou profundamente triste com os portugueses...
Acabou-se a política caseira miserável. É só dizer mal.
Faço das palavras dele, as minhas e acabou. Tem toda a razão
ELEIÇÕES
Uma nova pré-campanha eleitoral vai ter início em Portugal. Ainda parece que foi ontem que terminou o annus electoralis de 2009 (europeias, legislativas, municipais) e lá vamos nós para mais um ritual de sufrágio, que vai voltar encher os jornais e as televisões, desta vez de uma forma ainda mais fulanizada. Regressam as sondagens, as suas contradições e as dúvidas quanto à sua fiabilidade. Com os nomes do costume e alguns "realinhamentos" para provocar surpresa, listas de personalidades alinharão por detrás dos candidatos. Regressarão os "blogues da política" aos seus dias gloriosos, uns mais independentes, outros farouchement sectários, uns com linguagem marcada por uma saudável urbanidade, outros roçando a boçalidade insultuosa. Enfim, um déjà vu.
Este é o preço da nossa democracia, que tem a superior vantagem de colocar nas mãos dos cidadãos as múltiplas escolhas possíveis, nos variados níveis institucionais em que elas se podem objectivar. Um preço que, não obstante poder ser considerado pesado, por virtude das dispersão de atenções em temáticas muitas vezes mais adjectivas do que substantivas, deveria ter como contrapartida a geração de uma maior consciência pública e o lançamento de um debate mais aprofundado sobre as grandes opções que estão por detrás das escolhas de natureza política que são propostas.
Interrogo-me, contudo, se será possível detectar, como resultante desta cumulação de debates eleitorais, a decantação de uma opinião pública cada vez melhor informada para fazer face às propostas com que se vai confrontar no momento do sufrágio, a quem as campanhas eleitorais tenham proporcionado instrumentos de formação de vontade, assentes em verdadeiras alternativas objectivas de natureza programática. Nunca poderemos ter certezas sobre isto, mas sinto, de forma um tanto impressionista, que o debate político português mantém um superávite de "espuma dos dias" e um défice de racionalidade.
Esta constatação, a ser verdadeira, pode justificar algum desencanto com a "coisa pública" que se pressente em sectores mais jovens do eleitorado e, num contexto completamente diferente, o alheamento que se verifica em áreas das Comunidades portuguesas no exterior, que acabam por reflectir na abstenção a distância que sentem face à realidade política que observam.
Mas, enfim, sejamos optimistas. Pode ser que a próxima campanha eleitoral contribua para um muito melhor esclarecimento. Portugal e os portugueses merecem isso.»
Francisco Seixas da Costa.
Como disse no A Nossa Candeia, perdem-se nas entrelinhas...
Paulo, voltei para lhe transmitir a opinião de um comentador que ouvi na rádio (não me lembro do nome, porque são tantos que já não é mau reter as suas opiniões). Dizia ele que, por exemplo, Jaime Gama daria um bom Presidente mas não seria um bom candidato porque não saberia fazer uma boa campanha eleitoral. Agora veja as implicações disto. Poderemos ter excelentes pessoas, sérias, idóneas, cultas, democratas, sensatas, responsáveis (como o meu candidato, que também aparece na televisão de vez em quando), mas se não têm jeito para as romarias das campanhas eleitorais e para aquelas frases que não dizem nada, nada feito! Ou seja, não interessa o que é melhor para o país mas o que é mais "vistoso" e com maior impacto fraseológico para os jornais, televisões e rádios, e claro, para os partidos.
Continue a sua lista, que no fim (e ainda falta tanto tempo) conferimos :)
Um abraço.
Maria Josefa,
Em certa medida, essa realidade está ligada ao nome deste blogue; porque custa-me a crer que se hipoteque o futuro (ou parte de dele; nosso ou dos outros) apenas porque fazemos depender as nossas decisões da imagem que nos "oferecem".
um abraço
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