Num ano em que, como tudo indica, o desemprego vai continuar a provocar erosão social, é com particular agrado que noto que 2010 vai ser o Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social.
Espero, por isso, que um dos pólos da acção governativa (mais do que até aqui) esteja centrado em políticas - planeadas - de natureza social; agregar esforços e vontades é fundamental para aumentar a eficácia destas políticas.
Terras-raras
Há 31 minutos
21 comentários:
Eu compreendo, e concordo com o que pretendes dizer no teu post, só espero é que não "lhes" estejas a dar ideias para, por exemplo, alargarem o já de si demasiado "largo" RSI (Rendimento Social de Inserção) !
Políticas Sociais sim, incentivo à perguiça é que não.
Eduardo, é importante ter um plano bem delineado com as medidas, algumas de carácter temporário, que minimizem os danos desta crise. Devemos antecipar cenários para que nos possamos preparar.
É certo que quando os recursos são escassos a sua utilização deve ser mais eficiente, mas nas circunstâncias actuais eu, apesar de tudo, tendo a privilegiar a sua eficácia.
Se 7% era demasiado, imagine-se agora mais de 10%; o desemprego de longa duração a subir ...
Seguramente mais de 1 milhão de pessoas afectadas...
Quanto a mim, exige-se um esforço adicional de todos neste combate.
Li há dias que em cerca de 20% dos agregados afectados estão os dois "chefes de família" no desemprego.
É dramático!
(penso que são estes os valores)
É drmático sim, Paulo e sim há dois chefes de família num só gregado!,,, imagine o que seria sem o RSI...
Andaram os nossos líderes, a quem chamo cabecilhas, a roubar o povo e será este que deverá morrer de fome?
É dramático e perigoso.
Mas nada vai mudar, o Ali Baba e os 40 ladrões, roubaram tudo e não dividem com quem precisa.
Um abraço Paulo
Fada, eu sei que é difícil mas é importante passar a mensagem de que este é um problema de todos e não apenas de alguns.
(esta talvez seja uma das minhas manias: acreditar sempre que é possível mudar; estou em introspecção.)
um abraço
E fico muito contente por isso. Especialmente foi para chamar a atenção do Eduardo, pois não sabe nem vê, a pobreza que por aqui vai...
Obrigada por divulgar e acreditar, mas teremos todos de ser generosos...
Um abraço Paulo
Eu não sou contra o RSI, sou é contra a falta de controle adequado na sua atribuição. Sei de casos (e não são assim tão poucos), que a família inteira vai receber o RSI depois de terem estado a tomar o pequeno almoço na pastelaria !!!
Eu como sou "pobre" tenho de comer o meu em casa !
Eduardo, eu percebi a tua mensagem e também acho que deve haver fiscalização apertada e atribuição criteriosa.
Mas o que eu gostava de ver seria um plano muito mais alargado e permanentemente monitorizado.
um abraço
Eduardo... peço desculpa... meti água. :))
Concordo com essa fiscalização! :)
Abraço
Fada, qual desculpa qual quê !
Comigo não há cá isso de desculpas.
É na troca de ideias e de opiniões divergentes que se forjam as melhores soluções.
Sim tem razão... e obrigada Eduardo, mas levar duas "rebarbas" em dois dias!... não se faz. A Teresa e agora eu... bolas! :))
Paulo... desculpe encher a sua caixa de com., mas o seu tasco, é bem melhor para a conversa, do que as nossas chafarricas!
Um abraço a ambos. :))
a casa é Vossa :)
Paulo eu estava a brincar!... Não leve a mal o palavreado nortenho... é para divertir, descontrair :))
Que dois, que lhe calharam na sopa!... eheheh
Fada, eu gosto de assistir às Vossas conversas:))
portanto tenho todo o prazer em ser o anfitrião.
um abraço
... e se calhar "rebarbas" foram merecidas eheheh
O combate à pobreza e exclusão social não passa só ou necessariamente pelo RSI. Como diz o Paulo, deve englobar "plano muito mais alargado e permanentemente monitorizado". Isto para o curto prazo, pois a longo prazo é preciso MUDAR a economia e apostar no que temos de bom para a criação de empregos. Como diz o Eduardo, apostar e INCENTIVAR o "gourmet" e também a massa cinzenta deste país que está a hibernar.
E como diz a Fada, distribuir melhor os recursos... mas que RAIO de socialismo é este? não podem seguir os bons exemplos nórdicos?
Mas Paulo, eles querem deixar a exclusão social e a miséria, entregues apenas à solidariedade social... para eles o resto é conversa.
Olá Benjamina, sim ajudava bastante olhar com alguma atenção para o que acontece noutras partes do mundo; e depois planear, planear, fazer, fazer,...
um abraço
Isso é um erro tremendo, Fada.
Marginalizar, deixar as pessoas entregues a si próprias não é próprio de um país a sério.
Nos momentos menos bons é bom que tenhamos quem nos acuda, quem ajude a ultrapassar uma fase menos boa (nomeadamente o estado); mas, entretanto, é importante criar condições para que andem pelo seu pé.
As pessoas (nós) temos direito à nossa dignidade e não a caridade.
um abraço
Eu sei que é o maior erro dos governantes, mas não os vejo tratar de mais nada a não ser açambarcar recursos e dinheiro. Apelam á solidariedade, sempre, mas nem sequer pensam nos outros, no País ou no Mundo. Essa é que é essa, infelizmente. Queremos ir para melhor? pois queremos. mas não deixam. Somos Governados por mafiosos.
Já inflaccionaram as renováveis e as fósseis... caminhamos para o abismo.
De um País sério?!
Do Alto Hama, esclarecedor:
Façam o favor de dar passagem à Estónia!
A situação do VIH/SIDA em Portugal é "alarmante", dado que o país é o penúltimo da Europa em termos de capacidade de resposta a esta epidemia, afirmou hoje o professor Joaquim Machado Caetano.
Mas, afinal, o que é que isso importa? O que importa que Portugal tenha 20% por cento de pobres e 700 mil desempregados?
Relevante é a questão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada há duas semanas pelo Governo.
"A prevalência da SIDA em Portugal continua a ter os mais altos níveis da Europa e o único país com pior estatística do que o nosso é a Estónia, no Leste europeu, o que significa que não conseguimos pôr em marcha nestes anos todos um projecto nacional seguro e eficaz para reduzir a prevalência dos casos de VIH/SIDA", disse à agência Lusa o presidente das I Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas sobre Infecção VIH/SIDA.
Já não é mau estar acima da Estónia nesta matéria. No entanto, se calhar Portugal vai estar bem situado no que é essencial: o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, em Belém, o professor alertou que Portugal regista, "anualmente, um crescimento muito grande da epidemia, particularmente em jovens e em mulheres, para além do grupo de risco agora muito atingido: o grupo de homossexuais masculinos".
Ora aí está. Se calhar o casamento entre pessoas do mesmo sexo ajudará a que o grupo de homossexuais masculinos tenha mais cuidado.
Considerando que "Portugal não tem, de facto, nos últimos anos, um projecto bem edificado com campanhas adequadas dirigidas aos grupos de risco, com um projecto nacional de educação de jovens que dê resultados sólidos", Joaquim Machado Caetano justificou a importância deste primeiro encontro, que terá lugar a 25 de Fevereiro, em Coimbra.
Que Portugal não tem um projecto bem edificado, seja no que for, não é novidade. Se o próprio país é só uma espécie de projecto, ainda por cima mal edificado, não há razões para esperar que saiba projectar alguma coisa válida.
Publicada por Orlando Castro
Não é que eu tenha alguma coisa contra o casamento de homossexuais... é que deviam preocupar-se com os problemas a sério!
Benjamina, "...mas que RAIO de socialismo é este? não podem seguir os bons exemplos nórdicos?"
Ora ai está a minha visão política também.
Este Mundo estava a precisar de facto de muitos Olof Palmes, para reestruturar a ecónomia e as sociedades.
Esse (Olof Palme) sim, foi um verdadeiro Social Democrata, que pôs em prática aquele que, para mim, foi o melhor sistema político que o Mundo conheceu.
Uma Social Democracia de cariz esquerdista, mas não retrógada, que serviu inclusivé de inspiração a Salvador Allende no Chile como explica Luis Sepúlveda no seu ultimo livro (a sombra do que fomos).
E repare-se que ambos, Palme e Allende foram assassinados !
Paulo, isto é que eu estou cá um abusador aqui do teu "tasco" pá !
Mas quando o assunto vai para o política nórdica ... perco-me.
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