quarta-feira, 23 de setembro de 2009

||| porquê?

A sequência de silêncios, e declarações, do Presidente da República não parecia dirigir-se para a demissão do seu assessor Fernando Lima.
Ninguém, que eu me lembre, a antecipava; e porém ela aconteceu.

A teoria do bode expiatório não colhe, é demasiado simplista.
Querer fazer crer que Cavaco Silva foi apanhado no seu próprio jogo, parece-me demasiado forçado; Cavaco Silva e o acaso não combinam.

Por outro lado, a possibilidade de sacrificar o PSD, em benefício do PS, apenas para ficar mais livre em decisões pós eleitorais, também não me convence completamente; não explicar a decisão, aparentemente, e isto não é líquido, prejudica o PSD.

Sobra o quê?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rolha II

E vão nove jornalistas processados.
Está visto que José Sócrates não resiste a uma oportunidade de processar jornalistas por crónicas ou textos mais aguçados.
As mensagens de jornalistas poderão ser encaradas como um barómetro do estado do País, pois a experiência diz-nos que quando se removem os extremos de qualquer amostra provavelmente ficaremos com algumas verdades.
Como o nosso povo costuma dizer, não basta parecê-lo, há que sê-lo.
Ler mais no Público.

||| Wake up Call


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domingo, 20 de setembro de 2009

||| ventos frios

O gráfico mostra-nos a evolução do investimento em energia eólica em Portugal, em termos da potência instalada. A sua leitura permite-nos confirmar que o grande avanço (e bem) se deu na presente legislatura.

Porém, e contrariamente ao que parece que é, também permite ver que a mudança de paradigma não aconteceu com José Sócrates mas sim com Durão Barroso.

(Talvez o problema não esteja em Sócrates mas sim nos jornalistas que têm o dever de escrutinar estas coisas)

sábado, 19 de setembro de 2009

||| caixa mágica

Ontem a noite já se preparava para o outono. Sei-o porque resolvi sair para um comício-espectáculo da CDU. Não pela CDU, nem pelo comício, que aliás foi muito pequenino, mas o espectáculo de Jorge Palma levou-me a vestir uma sweat e a juntar-me a um punhado de militantes e simpatizantes da CDU.

O comício, tal como a noite, não chegou a aquecer; pareceu-me que foram ditas apenas algumas palavras circunstanciais para um grupo que já se conhecia (dois ou três como eu não justificavam mais palavreado).
Estivesse a televisão presente e tudo seria diferente.

(obviamente que a CDU não é o caso mais paradigmático de marketing político)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

||| Lusitânia Comboio Hotel

Farto de esperar pelo TGV, há coisa de 6 meses, resolvi embarcar no pachorrento Lusitânia com destino a Madrid.
O pequeno compartimento permitiu-me dormir toda a viagem - que se efectua durante a noite - e estar em boa forma na chegada, pela manhã, à capital espanhola, já com o desayuno tomado; o regresso - após alguns dias - foi semelhante.
Simplesmente agradável; Talvez por ser diferente.

... Porque vida não tem que ser feita sempre a correr.

sábado, 12 de setembro de 2009

||| planeado Vs espontâneo

Tal como se esperava, do ponto vista da forma, e da comunicação, José Sócrates ganha o frente-a-frente. A melhor preparação de Sócrates, aliada ao seu lado de político profissional, permitiu-lhe apanhar Ferreira Leite nalgumas situações menos esclarecidas.

Manuela Ferreira Leite teve momentos de grande determinação, associada ao rigor e à seriedade, capazes de segurar os eleitores que lhe reconhecem essas qualidades.
Pareceu-me que a questão dos espanhóis foi uma tentativa falhada de Ferreira Leite ligar Sócrates ao caso TVI (MMG). Mas como se sabe, MFL não tem o menor jeito para estas coisas e acabam por lhe cair em cima.

Em resumo: Sócrates e Ferreira Leite não foram diferentes do que têm sido até aqui e, por isso, não penso que daqui resulte qualquer alteração no sentido de voto. (seguir
público e i)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

||| marcar o tom

Daqui a algumas horas, Manuela Ferreira Leite e José Sócrates encerram um ciclo de frente-a-frentes - favoráveis a Louçã e Portas - e dão início ao derradeiro ciclo pré-eleitoral.

Provavelmente José Sócrates irá ganhar o derradeiro frente-a-frente e acabar por perder as eleições para a sua adversária. Sócrates sabe-o melhor do que ninguém. Por isso, mais do que ganhar, importa-lhe marcar o tom do ciclo final e, com isso, contrariar o seu destino.

||| debate aberto

A vida parece correr-lhes bem. (aqui e aqui)

(Ambos inteligentes fizeram um bom frente-a-frente. Não sei se o melhor, mas o mais aberto concerteza.)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

||| pedra no sapato

Tal como se esperava, neste frente-a-frente, Sócrates procurou empurrar Louçã para o radicalismo; mostrar que Louçã não é confiável para a classe média.
Por sua vez, Louçã - apesar de tudo - continua num tom moderado e, por isso, só por isso, pareceu ter caído na armadilha de Sócrates; puro engano.
O destino de José Sócrates, e também o de Manuela Ferreira Leite, continua suspenso em Francisco Louçã. (aqui e aqui)

(debate propriamente dito não houve e Judite Sousa foi esquecida.)

||| surpreendente

Segundo o relatório do Fórum Económico Mundial, divulgado hoje, Portugal ocupa a 73ª posição na lista referente à qualidade do sistema de ensino e está na 97ª posição na qualidade do ensino da matemática.
(in Público)

(Não imagino quem possa estar atrás de nós!)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

||| retratos

Tomás Vasques, no seu hoje há conquilhas, dá-nos a imagem clara do que têm sido os frente-a-frente.

«(...) É tudo muito «português suave»; muito «modelo sueco». Não há peixeiradas, nem impropérios. (...)»

||| morno

(desta vez quase que conseguia ver todo o debate)

O que eu previa. Louçã tem marcado, também, os frente-a-frente com uma postura muito moderada. Subtilmente procura não afugentar, e se possível reforçar, o eleitorado que votou no BE nas últimas europeias.

Quanto a Manuela Ferreira Leite, contava que o frente-a-frente lhe corresse pior. Obviamente que beneficia do comportamento «simpático» de Francisco Louçã, mas o seu estado de elevada confiança ajudou em muito.

Têm um adversário comum: José Sócrates.

(ler no público)

domingo, 6 de setembro de 2009

||| pois!

Dizia um amigo meu: «sempre votei PS, porque é o partido que está em acordo com as minhas ideias».

Quando confrontado com a incoerência de algumas das políticas que seguem, remata: «eu voto neles, se não fazem o que dizem o problema é deles e não meu».

sábado, 5 de setembro de 2009




Meio cheio ou meio vazio?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

|||sobrevivência

Quando em finais de Janeiro dei início a este blogue, entrando na chamada blogosfera, estava longe de imaginar que - apesar de mais rebelde -uma boa parte dos comentários que iria encontrar seriam anónimos.
Quando, pouco depois, ousei vaticinar a possível vitória de MFL nas eleições legislativas, já sabia tratar-se de um exercício politicamente-incorrecto.

Porém, com a vitória do PSD na eleições europeias notei uma mudança de atitude: além de haver mais comentário político, as pessoas passaram a identificar-se, com o que penso ser o verdadeiro nome, e a assumir as suas posições (algumas por cálculo político); por vezes apenas maldicência.


No media tradicionais (jornal, rádio e televisão) o percurso foi idêntico e - provavelmente - este caso, se ocorrido há um ano, não teria toda a sua atenção. Por isso, hoje, pese a gravidade do caso MMG, a liberdade de opinião acaba por ser maior; para o bem e para o mal.

(nunca gostei muito deste telejornal, mas tinha bom remédio: não via)

Adenda: um país estado-dependente, cheio de vícios, tem estas inconviniências

Nota posterior: esta mudança nada tem a ver com MFL, mas sim com um vislumbre de mudança. O medo de ser penalizado pelo estado cala as pessoas; se o regime vai mudar...)

Rolha


Que ela entrou, entrou.
Quem a determinou, não se sabe.
A outra saíu.
O efeito logo se verá. Aqui

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

||| Quem nos avisa (penaliza)...

Pode até ser verdade que estes avaliadores tenham um passado recente muito pouco credível, mas também é verdade que a sua desconfiança em relação ao comportamento - futuro - da nossa economia pode ter consequências: crédito mais caro.

«A revisão em baixa do outlook da dívida portuguesa reflecte as preocupações da Fitch Ratings sobre o potencial impacto da crise económica global sobre as finanças públicas portuguesas no médio-prazo, devido às fraquezas estruturais do país, com o aumento do endividamento em todos os sectores da economia e o curto histórico da consolidação fiscal.» [in Público]

(para reflexão)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

||| Novas Oportunidades

José Sócrates (também ele) pede que a Escola lhe dê uma nova oportunidade. (ver aqui)

( ... e o que eu esperei por esta oportunidade!)

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