sexta-feira, 11 de setembro de 2009

||| debate aberto

A vida parece correr-lhes bem. (aqui e aqui)

(Ambos inteligentes fizeram um bom frente-a-frente. Não sei se o melhor, mas o mais aberto concerteza.)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

||| pedra no sapato

Tal como se esperava, neste frente-a-frente, Sócrates procurou empurrar Louçã para o radicalismo; mostrar que Louçã não é confiável para a classe média.
Por sua vez, Louçã - apesar de tudo - continua num tom moderado e, por isso, só por isso, pareceu ter caído na armadilha de Sócrates; puro engano.
O destino de José Sócrates, e também o de Manuela Ferreira Leite, continua suspenso em Francisco Louçã. (aqui e aqui)

(debate propriamente dito não houve e Judite Sousa foi esquecida.)

||| surpreendente

Segundo o relatório do Fórum Económico Mundial, divulgado hoje, Portugal ocupa a 73ª posição na lista referente à qualidade do sistema de ensino e está na 97ª posição na qualidade do ensino da matemática.
(in Público)

(Não imagino quem possa estar atrás de nós!)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

||| retratos

Tomás Vasques, no seu hoje há conquilhas, dá-nos a imagem clara do que têm sido os frente-a-frente.

«(...) É tudo muito «português suave»; muito «modelo sueco». Não há peixeiradas, nem impropérios. (...)»

||| morno

(desta vez quase que conseguia ver todo o debate)

O que eu previa. Louçã tem marcado, também, os frente-a-frente com uma postura muito moderada. Subtilmente procura não afugentar, e se possível reforçar, o eleitorado que votou no BE nas últimas europeias.

Quanto a Manuela Ferreira Leite, contava que o frente-a-frente lhe corresse pior. Obviamente que beneficia do comportamento «simpático» de Francisco Louçã, mas o seu estado de elevada confiança ajudou em muito.

Têm um adversário comum: José Sócrates.

(ler no público)

domingo, 6 de setembro de 2009

||| pois!

Dizia um amigo meu: «sempre votei PS, porque é o partido que está em acordo com as minhas ideias».

Quando confrontado com a incoerência de algumas das políticas que seguem, remata: «eu voto neles, se não fazem o que dizem o problema é deles e não meu».

sábado, 5 de setembro de 2009




Meio cheio ou meio vazio?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

|||sobrevivência

Quando em finais de Janeiro dei início a este blogue, entrando na chamada blogosfera, estava longe de imaginar que - apesar de mais rebelde -uma boa parte dos comentários que iria encontrar seriam anónimos.
Quando, pouco depois, ousei vaticinar a possível vitória de MFL nas eleições legislativas, já sabia tratar-se de um exercício politicamente-incorrecto.

Porém, com a vitória do PSD na eleições europeias notei uma mudança de atitude: além de haver mais comentário político, as pessoas passaram a identificar-se, com o que penso ser o verdadeiro nome, e a assumir as suas posições (algumas por cálculo político); por vezes apenas maldicência.


No media tradicionais (jornal, rádio e televisão) o percurso foi idêntico e - provavelmente - este caso, se ocorrido há um ano, não teria toda a sua atenção. Por isso, hoje, pese a gravidade do caso MMG, a liberdade de opinião acaba por ser maior; para o bem e para o mal.

(nunca gostei muito deste telejornal, mas tinha bom remédio: não via)

Adenda: um país estado-dependente, cheio de vícios, tem estas inconviniências

Nota posterior: esta mudança nada tem a ver com MFL, mas sim com um vislumbre de mudança. O medo de ser penalizado pelo estado cala as pessoas; se o regime vai mudar...)

Rolha


Que ela entrou, entrou.
Quem a determinou, não se sabe.
A outra saíu.
O efeito logo se verá. Aqui

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

||| Quem nos avisa (penaliza)...

Pode até ser verdade que estes avaliadores tenham um passado recente muito pouco credível, mas também é verdade que a sua desconfiança em relação ao comportamento - futuro - da nossa economia pode ter consequências: crédito mais caro.

«A revisão em baixa do outlook da dívida portuguesa reflecte as preocupações da Fitch Ratings sobre o potencial impacto da crise económica global sobre as finanças públicas portuguesas no médio-prazo, devido às fraquezas estruturais do país, com o aumento do endividamento em todos os sectores da economia e o curto histórico da consolidação fiscal.» [in Público]

(para reflexão)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

||| Novas Oportunidades

José Sócrates (também ele) pede que a Escola lhe dê uma nova oportunidade. (ver aqui)

( ... e o que eu esperei por esta oportunidade!)

domingo, 30 de agosto de 2009

||| tudo ou nada

Saquei este gráfico do País Relativo com um propósito diferente: ilustrar o tipo de discussão que hoje acontece para ver quem é (foi) mais capaz.

Em acordo com o gráfico, o grande crescimento da taxa de escolarização para jovens, entre os 15 e os 17 anos, ocorreu nos governos de Cavaco Silva.
Por outro lado, mostra-nos que após este período, a paixão pela educação de António Guterres, e sucessores, não se traduziu em qualquer alteração significativa neste indicador.

Ora, e este é o ponto, este tipo de comparações avulsas sem qualquer enquadramento adicional - e com omissões convenientes - são pouco recomendáveis na perspectiva de um debate esclarecedor que seja capaz de produzir a melhor solução governativa.
Não que, objectivamente, os valores não sejam verdadeiros; porém, na maioria das vezes, representam apenas uma parte da realidade.

Querer fazer deste tipo de análises o tudo ou nada é querer ganhar a qualquer preço.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Rui Costa - Campeão Europeu

Engane-se quem pense que me estava a referir ao ex-jogador de futebol. A referência que tem de ser efectuada é ao neurocientista Rui Costa que recebeu a bolsa europeia (1,6 M Euros) mais importante de apoio à ciência e à investigação atribuída pelo European Research Council (ERC). Rui Costa é um dos 219 bolseiros entre 2503 candidatos! Ver a notícia completa aqui. Grande obra, grande resultado e grande confiança neste génio português. De facto, este é um verdadeiro campeão europeu.

O problema é que os campeões não são tratados de forma igual. Aqui, os outros campeões, os da bola, têm direito a programas de televisão semanais de 3 horas com vários comentadores, a directos televisivos a partir da praia, a 1ªs páginas de jornais, aos comentários do público, etc.. Depois dos jogos, os resultados não aparecem e ficamos todos contentes à espera da próxima oportunidade.
É caso para dizer, que se lixe a bola! Vamos é tratar do que é importante.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Rui Herbon e Daniel Rebelo, dos magníficos A escada de Penrose e Pensamento alinhado, respectivamente, gentilmente contemplaram este espaço com o selo "Seu Blog É viciante". Por isso, envio-lhes, a partir daqui, os meus sinceros agradecimentos.
Agora, no âmbito das minhas obrigações para com a causa, tenho de deixar-vos as três coisas que pretendo fazer no futuro e listar-vos os blogues que se tornaram um vício diário.
Assim, talvez o futuro me permita: 1) continuar - coerentemente - a manifestar as minhas opiniões; 2) alargar o leque de temas a tratar;3) tentar ser mais interventivo nas causas humanitárias.
Quanto aos blogues, se me é permitido, e porque é verdade, aqui vai a minha selecção: A escada de Penrose, Pensamento alinhado, O valor das ideias, Hoje há conquilhas, Status Quo, Planetas Politik.

(recentemente descobri novos blogues que têm merecido alguma da minha atenção: a ver vamos!)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

||| indeciso

Este post pensei em escrevê-lo de diferentes maneiras:

Primeiro, pensei em realçar o facto do crescimento do PIB ser feito à custa do consumo interno. Mais duas ou três linhas acerca do aumento do rendimento disponível conseguido com a bênção do BCE e com os aumentos salariais acima da inflação;


Depois, estive quase tentado a sublinhar a importância do, aparente, início da recuperação económica e de pensar que o pior da recessão mundial, provavelmente, já teria passado. Alertava de novo para as prováveis subidas dos juros e consequente asfixia dos orçamentos de muitas das famílias portuguesas;

Por último, pareceu-me também oportuno poder ocupar este espaço com a subida do desemprego. Lembrava que num futuro próximo é provável que a capacidade instalada seja suficiente para responder à subida da procura. Recordava que, nesta fase, os aumentos de produtividade (eficiência) são negativos do ponto de vista do emprego. E, por fim, apelava para a necessidade de política de emprego mais efectiva e de maior apoio aos desempregados.

domingo, 23 de agosto de 2009

Vigésimo primeiro lugar, com uma medalha de prata, é um resultado positivo. Parabéns aos nossos dignos representantes.

(Por mais medalhas que desejemos, comparando com os outros países, este resultado colectivo está acima do nosso desenvolvimento desportivo.)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

||| Indicador de Confiança

Em Julho, o indicador de confiança dos consumidores inverteu a sua tendência de queda. Contudo, mais do que discutir este facto, importa reflectir nas causas que nos têm empurrado para níveis de confiança muito baixos. Sendo certo que indicador acompanha a tendência da Europa (não incluído aqui) também é verdade que o seu comportamento nos é mais desfavorável.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

||| exigência

Imagine que a pretende contratar um CEO, e a respectiva equipa de gestão, para uma empresa que é sua propriedade. Imagine que precisa de alguém capaz de gerir um orçamento anual de trinta e cinco milhões de euros e que tem um universo de quarenta e cinco mil clientes para manter satisfeitos.

Agora pense: quais os critérios (e rigor) que seguiria na sua escolha?

(estes são os números da minha autarquia substitua-os pelos da sua)

||| Cuidados Continuados e Paliativos [por Daniel Rebelo]

Em Maio, fiz aqui referência à novel associação Outonos da Vida ligada à Dor Crónica e aos Cuidados Paliativos.
Hoje, é com um enorme prazer que apresento aqui o belo texto do Daniel Rebelo que nos sensibiliza para a importância dos cuidados continuados e paliativos.

(muito obrigado Daniel)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

||| Regresso

Antes da partida para férias pensei que, quando oportuno, iria dar pequenas escapadelas à blogosfera. Decidi também que não valia a pena carregar com o portátil pois um qualquer ciber café, ou até mesmo o próprio hotel, iria permitir-me o cumprimento da função.

Mas, mesmo antes da chegada ao destino, já tinha decidido esquecer por completo este plano e isentar-me das rotinas do meu dia-a-dia.
Assim, este regresso - por ora - é tornar ao ponto de partida.
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