quinta-feira, 30 de julho de 2009

||| Promessas

No últimos dias, por razões várias, não tenho escrito nada acerca de nada. Tenho lido a vizinhança e colocado alguns comentários, que me parecem pertinentes, e pensado um pouco no que me apetece dizer sobre o que leio nos jornais e nos blogues que sigo.

Mais cedo ou mais tarde, vou ter de escrever sobre o Monstro e lamentar as análises grosseiras, e facciosas, que distorcem por completo a realidade dos factos.
Cedo ou tarde, irei ter que manifestar o meu desagrado pela ausência de um governo em permanente campanha eleitoral. Talvez escreva sobre o que penso ser contraditório: prometer o futuro sem justificar o presente. E talvez reprove -mesmo - um programa eleitoral que não tem em conta a crise, e o pós crise, e que apenas se preocupa em dar falsos sinais de preocupação social e de querer parecer estar do lado dos mais fracos.

Mais cedo do que tarde, vou ter que vos dizer que assim o país não vai lá.

domingo, 26 de julho de 2009

Eu estou farto

Daniel Rebelo apelou à participação do Foguetório na causa Eu estou farto.

Embora não seja muito dado a correntes, uma vez que se esgotam no tempo, a minha estima pelo Daniel permite-me a excepção.
Portanto, no canto superior direito deste sítio - durante os próximos dias - irá aparecer o vídeo da causa.
No entanto, gostava de lembrar que também a Coreia do Norte, Myanmar (Birmânia), Sudão, Eritreia, e muitos outros, continuam a fartar os que lá vivem.

|||

António Barreto e o seu fabuloso «Retrato da semana», no «Público» de hoje:

«(...) O que ali se estatui é para exibir, não para cumprir. Também com a Constituição de Salazar e do Estado Novo havia belas normas constitucionais sobre os direitos humanos e as liberdades, como por exemplo o sigilo de correspondência, a liberdade de expressão e o direito de associação. Mas, depois, era o que se sabia. A nossa Constituição abunda em proclamações equivalentes. Começa, no preâmbulo, com o rumo ao socialismo. Aliás, o primeiro parágrafo festeja o derrube do fascismo, em vez de afirmar a liberdade e a democracia. Mau sinal!(...)»

POSITIVO

Oxalá este investimento estrangeiro tenha o alcance que é desejado por todos. Apesar dos avanços e recuos que têm existido no sector, este investimento pode ter um efeito, além de estabilizador, catalizador no desenvolvimento deste cluster e similares.
Ao ser feito em Évora contribui também para o combate à desertificação do interior do país.

(Apesar dos riscos, o IDE - ainda - continua a ser essencial para a nossa sobrevivência)

sábado, 25 de julho de 2009

Tarde de mais (?)

Em Abril denunciei o que me parecia ser um sinal de mal-estar vindo das gentes da cultura. Hoje, José Sócrates - aflito - corre em busca de uma solução capaz de os recuperar para a sua beira.
Melhor, neste novo tempo, Sócrates procura criar um
package suficientemente atractivo aos olhos de toda a dissidência da ala esquerda do Partido Socialista.

José Sócrates, no alto da sua soberba, esqueceu-se que sem a cultura o PS não ganha. Tem sido assim, e desta vez não será diferente. (limito-me a relatar factos)
Mas, agora, ao querer inverter este estado de coisas, vulgo virar à esquerda, não percebe que o caminho que percorreu é suficientemente longo para que possa andar para trás, e este caminho que tem pela frente é demasiado difícil para ser percorrido em tão pouco tempo.

(Por vezes o melhor é mesmo fechar os olhos e seguir em frente)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

1516 Euros

De acordo com estatística da OCDE, uma fatia de 10% do PIB português é aplicada em saúde. Espanha investe 8,2%.
Mas como em todo o cálculo de percentagens, vale a pena olhar para os números:

PIB português = 160000M Euros
População = 10,6M
Investimento em saúde = 1516 Euros / habitante

PIB espanhol = 983000M Euros
População = 46,662M
Investimento em saúde = 1729 Euros / habitante

Em conclusão, os espanhóis investem mais 14% em saúde do que nós. Não parecia, pois não?

Contradições

Nem sei porque dou nota da contradição (sub entendida) associada a esta notícia...talvez porque acredito que a coerência é uma tarefa árdua.

«(...)No ano passado Portugal teve um défice de 2,6% do produto interno bruto (PIB) mas, segundo o Banco de Portugal, foi conseguido à custa de receitas extraordinárias no valor de 1,1% do produto. Sem este encaixe, o défice teria sido de 3,7 e violado o Pacto de Estabilidade e Crescimento(...).»

[in Expresso, 18 de Julho de 2009]

domingo, 19 de julho de 2009

Independências ou Intermitências?

Por mais descontente que esteja com os partidos políticos, começam a sobrar-me dúvidas em relação aos independentes. De facto, em Lisboa, o percurso de José Sá Fernandes primeiro, e agora Helena Roseta que passou a integrar a lista do PS de onde tinha saído, deixam-me confuso quanto à verdadeira natureza dos independentes e a sua utilidade na nossa democracia.

Helena Roseta, por quem nutro alguma simpatia, ao comportar-se como líder de um partido presta um péssimo serviço ao país, e os verdadeiros independentes saem prejudicados neste negócio.
Mais, ao entrar nesta luta esquerda-direita, Helena Roseta esqueceu-se de perguntar aos seus eleitores se continuariam seus eleitores caso acedesse à chamada de António Costa.
Talvez nunca o saibamos, mas sinto que a resposta seria NÃO.

(não voto em Lisboa e não sei se tem sido governada à direita ou à esquerda, mas parece-me que tem sido muito mal governada)

Quando escrevi o post não tinha lido isto que até me parece ser...relevante

sábado, 18 de julho de 2009

Passa?

«Cada vez que o PS passa pelo Governo, reduz-se a pobreza e as desigualdades sociais»

Esta afirmação de José Sócrates é de alguém que não quer entender que nos últimos 15 anos quem passou no governo foi o PSD (CDS) e quem tem estado no governo tem sido o PS. Por isso, só o Partido Socialista poderia (e devia) ter cumprido estes desígnios sociais.

(não me importa aqui qualificar a acção do governo mas sim recordar-lhe as responsabilidades (boas e más))

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A nossa matemática

Ao ler o post de Carlos Santos, fiquei admirado com a sua resignação para com insucesso da matemática em Portugal. Incompreensivelmente - e sem mais - refugia-se no facto do problema não ser um exclusivo do nosso país.

O desconhecimento da realidade de outras paragens não me inibe de exigir um combate feroz à preguiça nacional de aprender matemática. Sabendo (como todos) que o desenvolvimento económico sustentável (ou lá o que isso é) tem de ser alavancado no conhecimento, não posso deixar de ter esta opinião.

Àqueles que não me acompanham nesta determinação, pelo menos devem exigir a valorização dos que vencem a matemática face aos que desistem ou não conseguem. E jamais deverão ser complacentes com a indiferença quanto a saber ou não saber.

(Valorizar o sucesso é o primeiro passo para combater o insucesso)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Turismo

De acordo com o INE, em Maio tivemos uma quebra de 15,3% no número de dormidas relativamente ao período homólogo de 2008.
No Algarve, o desemprego aumentou 82% em relação ao mesmo mês de 2008!
Com este cenário, as linhas de financiamento prometidas pelo Governo podem não passar de cuidados paleativos para adiar o inadiável, que será o fecho, pois por muito baixa que seja a taxa de juro, de facto, a tesouraria não aguenta a falta...de turistas. A redução temporária da Taxa Social Única e a justa tributação sobre os lucros (e não sobre um volume de negócios estimado num cenário completamente diferente do de hoje) poderão constituir uma saída para este problema.
Quinta do Lago, Vale do Lobo e outras paragens semelhantes à parte, a restante indústria sazonal de turismo parece assente em castelos de areia, p. ex. os ingleses ficam em casa e o tombo que assistimos é gritante (-0,5M em apenas 5 meses).
Normalmente os portugueses representam metade das dormidas, pelo que, deveremos pensar em reforçar e dar uma ajuda ficando por cá nestas férias, esperando que não sejamos turistas acidentais no nosso Allgarve.

Puro egoísmo

Porque a dura realidade é, concerteza, mais pedagógica que qualquer aviso das nossas autoridades sanitárias aqui esta ela.

O meu Egoísmo é a causa destes alertas, pois a minha saúde - e a dos que me são queridos - pode depender dos Vossos comportamentos.

domingo, 12 de julho de 2009

até quando?

Ao mesmo tempo as máscaras se esgotam nas farmácias e se avançam com alguns planos de contingência, há uma boa parte do país que ri e que recusa aceitar qualquer alarme que exija planeamento ou desconforto.

sábado, 11 de julho de 2009

Agenda Teatro


Nos domingos 12, 19 e 26 de Julho, e 2, 9 e 16 de Agosto, no Miradouro do Arripiado (Chamusca), o grupo de teatro Fatias de Cá apresenta Rei Arthur numa versão de Carlos Carvalheiro.

(certamente mais um espectáculo a não perder, com jantar incluído)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A importância do BE

Da extensa entrevista que o sociólogo Villaverde Cabral dá ao i, eu destacaria a as suas ideias em torno do BE.

«(...) Neste momento a inteligência e a juventude de Portugal estão em grande parte no BE. E alienar isto, é como alienar o nosso próprio braço direito.... (...)»

De facto, um partido que tem uma boa parte da inteligência e da juventude portuguesa precisa de se implicar (responsabilizar) na governação do país. Até porque a comodidade de estar fora não pode durar eternamente.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prémio Outstanding Structure

«O maior prémio internacional concedido às obras de engenharia civil vai ser entregue este ano a uma equipa de portugueses. José Mota Freitas, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e a sua equipa, integrada por Eugénio Maia e Miguel Guimarães, vão receber o galardão Outstanding Structure, atribuído ao projecto estrutural da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima.(...)» [in público, 30 junho 2009]

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O frenesim

Os sinais parecem ser premonitórios (o último):
Está em marcha a campanha eleitoral mais suja de que tenho memória.

Sente-se o frenesim da calúnia. Ouvem-se os silêncios da intriga.
E quando verdade, ela pouco importa. O objecto não é a verdade mas sim a insinuação, a ligação, o pretexto.
E a denúncia, quando verdadeira, visa somente a punição política, e não a criminal como seria desejável.


(o discurso mais moderado do BE vai capitalizar muitos dos votos dos desiludidos com o bloco central)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dupla moralidade

Não que não me pareça bem sob determinadas circunstâncias. Mas custa-me aceitar que alguém que se mantém instalado - desde sempre - no parlamento, se arrogue no direito de julgar os seus pares. [in público]

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Gripe A - procedimentos

Porque mais vale prevenir que remediar, comece calmamente - sem alarmismo - a interiorizar os comportamentos que devem/vão ser adoptados em caso de pandemia. Se não servir para esta fica para a próxima. (Siga no i)
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