quarta-feira, 17 de junho de 2009

Arriscado

José Sócrates fez-se no oposto a António Guterres.
Mudar em 3 meses é muito arriscado. Mas correr atrás de Manuel Alegre será fatal!

(o homem que pense duas vezes!)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Como renovar?

Queremos a Renovação mas tendemos a desconfiar dos desconhecidos.
Devemos fechar os olhos e arriscar? Como fazer?

Aceitam-se sugestões!

domingo, 14 de junho de 2009

Renovação

Paulo Rangel defende a necessidade de renovar o PSD, eu acrescento a urgência na renovação do país.

As pessoas eternizam-se nos lugares. Os lugares públicos - no seu todo - são ocupados pelos mesmos desde sempre. E, mesmo quando necessário, temos substituição e não renovação o que provoca o enfraquecimento da nossa vida pública.

Este ad aeternum generalizado (olhem em vosso redor!) - auxiliado pela ineficácia da justiça - é um dos maiores males da nossa democracia.

(um destes dias vou tentar escrever isto em condições..!!!)

sábado, 13 de junho de 2009

Sócrates vs Louçã

José Sócrates parte em desvantagem para as próximas legislativas. Ao contrário de Francisco Louçã, José Sócrates tem de governar. Mais, tem de fazê-lo em circunstâncias muito pouco favoráveis.
Sócrates quer que o tempo corra depressa. Louçã sabe que o tempo está do seu lado.
Louçã pode prometer tudo. Sócrates já o prometeu.
Louçã está para ganhar. Sócrates está para não perder.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Títulos (cidades e vilas)

Segundo o Público, a partir de hoje, Portugal passa a contar com mais 5 novas cidades e 22 novas vilas. Infelizmente o poder político continua a distribuir títulos que distorcem por completo a realidade das coisas.
É por demais evidente que, na sua maioria, as nossas cidades não correspondem ao nosso imaginário de cidade. É inquestionável que, na sua maioria, as nossas vilas e cidades não oferecem a qualidade de vida que era suposto oferecerem.
É evidente que na maior parte dos casos é só mais um título.

PS - Nesta altura dever-se-ia estar a olhar para a totalidade do território nacional e a pensar que fazer com ele!!.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Fatias de Cá

O grupo de teatro Fatias de Cá levou ontem, à noite, a Constância o Auto da Barca do Inferno - de Gil Vicente. A representação de cada uma das cenas em diferentes espaços da Vila fez com que esta se tornasse num enorme e agradável palco.
O encenador Carlos Carvalheiro continua a fazer destas Fatias de Cá um produto cultural de referência para um cada vez maior número de pessoas.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Festas de Abrantes + Festas da Barquinha


(clicar na imagem para ver o respectivo programa)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Tudo mudou (1)

O crescimento substancial do PSD + CDS é - por via do equilíbrio que provoca esq/dir - o facto mais relevante destas eleições. Torna-se mais relevante ainda por ter sido conseguido contra todas as expectativas das sondagens e dos opinion maker.
A dinâmica de vitória do PSD poderá beneficiar do crescimento "brutal" do BE se vier a tornar-se o único refúgio seguro a este crescimento. Mais, Manuela Ferreira Leite acaba de ganhar algum capital de confiança que a poderá conduzir à vitória nas legislativas.
Está confirmada a alternativa.

Notas finais:
1. as sondagem para as legislativas são secundarizadas pelo resultado das eleições e pelo falhanço das sondagens que não o previram;
2. para quem concorda com o voto obrigatório, qual será o efeito dos 4,63% votos em branco?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mau Perder

Após os resultados projectados na noite europeia, o Menino de Oiro mostrou mau perder.
Mau perder por rapidamente querer acabar a noite.
Mau perder por mandar toda a gente para casa com cada um entregue a si próprio.
Mau perder por não apurar as causas e desvalorizar o acto.
Mau perder por ter planeado ganhar, desprezando a probabilidade de poder perder.
Perder é mau.

Mudar de discurso sem perder a convicção

(após um dia de trabalho e antes de escrever sossegadamente acerca deste acto eleitoral tenho de deixar esta pequena nota)

A forma como muita gente - face aos resultados eleitorais - traça cenários completamente diferentes dos que defendia até ao dia anterior deixa-me perplexo. Subitamente, começam a acreditar que tudo vai ser diferente e até esquecem que maltrataram quem já sentia a mudança.

Nesta coisa a que chamamos dinâmica de vitória o oportunismo dá muito jeito.

Tudo mudou

O grande marca destas eleições não é o crescimento do Bloco, mais do que esperado, mas sim o crescimento do Bloco PSD + CDS. Contra todas as expectactivas, leia-se sondagens - o PSD não só vence como conjuntamente com o CDS atinge a barreira dos 40% (+6,8% que em 2004).

domingo, 7 de junho de 2009

O 3 eurodeputado do BE seria dos votos brancos

O 3 do BE é eleito com cerca de 3,58% e os brancos têm 4,63%. No doubts!

sábado, 6 de junho de 2009

Voto Obrigatório

Em virtude dos elevados níveis de abstenção, sobretudo nas europeias e nos referendos, muitos equacionam a possibilidade de se introduzir o voto obrigatório. Embora compreenda as suas preocupações, e nalguns casos até os acompanhe, parece-me que a democracia não sairá reforçada com esta imposição que apenas irá caucionar o sistema.

Quanto a mim, a reforma dos partidos - pilares da nossa democracia - é o elemento essencial para a credibilidade do sistema. Recuso-me a caracterizar os nossos partidos e a forma como meia dúzia de pessoas escolhem os candidatos que se apresentam às eleições. Era suposto eu ter de escolher entre os melhores e dessa maneira a tarefa torna-se-ia mais fácil. Obrigar-me a votar, ou lembrar o meu dever cívico, é - neste jogo viciado - verdadeiramente kafkiano.

Mas dizem-me que para mudar a coisa eu posso sempre votar em branco. E eu calo-me porque nas europeias os votos em brancos duplicam os das legislativas e o resultado é o que todos conhecemos.

Pomonas Camonianas (Constância)

(clicar para ver programa)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sondagens (1)



Sondagens vs Desejo vs Intuição
Euro-Palpite: qualquer semelhança é pura coincidência.
Melhores campanhas: Miguel Portas & Paulo Rangel (apagado na fase final)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sondagens

Ler o que as sondagens não dizem, ou escrever o que estas não revelam, só pode ser desejo ou intuição.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dever cívico

O direito de um cidadão exercer o seu voto, deverá ser considerado como um dever cívico. Em alguns países europeus é mesmo obrigatória a ida às urnas sob pena de sanções. Penso que não devemos chegar a tanto.
Em Portugal, nas próximas eleições de 7 de Junho, poderemos estar sujeitos a uma abstenção superior a 60%! E quais serão as causas?
Eu avanço com baixo nível de educação e formação, desinteresse pela política (por motivos óbvios), desconhecimento em relação aos projectos de cada candidato, etc..
O exemplo deveria começar de cima e o discurso político tem de ser mais elevado. Não bastam Magalhães para as crianças, aproveitamento garantido até ao 9º ano e RVCC's para os adultos.
Cursos de Honestidade, Seriedade e Integridade deveriam igualmente ser ministrados a todos os players da nossa política nacional. Para o bem de todos.

Trágico

Segundo o público , em acordo com os dados do Eurostat, o desemprego em Portugal segue, desde Outubro, a sua trajectória ascendente.

É trágico que nada disto seja surpresa para ninguém.
É trágico que muitos dos cento e tal mil, dos empregos criados pelo governo, estejam a regressar de Espanha.
É trágico a não existência de uma estratégia nacional anti-crise, por ora esqueçamos a Europa, que nos ajude a minimizar/monitorizar esta pandemia social.
É trágico que apenas nos cantem cantigas de uma só nota.

É trágico que a nossa esperança esteja no Banco Alimentar.

Made in Portugal

Numa perspectiva complementar à de Daniel Rebelo, interessa-me pensar na nossa responsabilidade individual enquanto decisores importantes na compra do made in Portugal.

Quanto a mim, em última instância, comprar made in Portugal é acima de tudo uma decisão individual. É verdade que muitos das vezes será escolher entre poder ou não poder comprar. Em todo o caso, não deixa de ser uma opção.

As nossas decisões se forem tomadas à luz dos princípios que achamos que devem ser seguidos pelos outros, tais como dumping social e ambiental, trabalho infantil, ou comércio justo, poderão nalguns casos significar comprar made in Portugal.

Pensar que o padrão de qualidade das multinacionais tende a ser o mesmo onde quer que elas estejam a produzir, em determinadas situações pode contribuir para que compremos made in Portugal. Neste contexto, entender a importância que determinadas multinacionais têm na irradiação de Know How pode-nos ajudar também a decidir por made in Portugal.

Esquecer que perder a oportunidade de escolher made in Portugal no presente pode significar não a poder realizar no futuro, é obrigar-nos a pensar – sempre que compramos - se devemos ou não comprar made in Portugal.

Comprar made in Portugal é também uma responsabilidade individual.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Alguém está a dar bandeira

Segundo notícia do Jornal i de hoje, "O Banco Português de Negócios fechou o ano de 2008 com uma situação patrimonial de 1,6 mil milhões negativos e com prejuízos superiores a 500 milhões de euros, divulgou a administração do banco".
Por outro lado, o Presidente do Conselho de Administração, Francisco Bandeira garante que o banco está a conseguir dar a volta por cima e até "...reflectem um aumento de 25 mil clientes, um crescimento de 30% da fidelização dos clientes, uma subida de 50% nos cartões de crédito e de 20% nos cartões do débito.
Curioso é que de acordo com notícia TSF de 01ABR09, um dos vogais do mesmo Conselho de Administração, Jorge Pessoa, referia que "«A saída diária de depósitos, em valores que chegam a atingir as dezenas e mesmo as centenas de milhões de euros, sem a necessária e vital compensação, pela via da captação de novos depósitos, está a conduzir a instituição para uma situação muito delicada e de extrema gravidade».
Em apenas 2 meses ou de facto o banco está a recuperar...ou alguém está a dar bandeira com estas afirmações.
/* ADD twingly */