O professor Daniel Bessa defende que - para responder à actual crise e à débil situação em que o país se encontra - parte dos salários da função pública, para valores superiores a 1500/2000 euros , deverá ser paga sob a forma de dívida pública.As políticas activas de poupança são a melhor forma de resolver os graves desequilíbrios, que nos obrigam a endividar externamente - à razão de 2 milhões de euros por hora, que constituem um sério risco à insolvência da nossa economia.
Pensa que esta medida deverá entrar em vigor de imediato e, recorrendo à ajuda de incentivos fiscais, deverá ser, tanto quanto possível, alargada a outras empresas.
Significa isto que, além de a solução não estar no consumo desenfreado mas sim em gastos selectivos, os tempos que aí vêm não vão ser melhores.
[disse-o na quinta-feira passada em Abrantes, num debate em que estive presente, mas já o tinha dito nos Encontros Millennium que acompanhei na TSF]