quinta-feira, 30 de abril de 2009

Basta!

A crise que se instalou no nosso quotidiano tem a particularidade de ser menos atenta à competência da gestão das empresas que encerra e à qualidade dos colaboradores que despede.
A dimensão não conta e a idade pouco importa. Encerram empresas de vanguarda e empresas obsoletas. Morrem marcas novas mas também há marcas seculares que não resistem.
Gente qualificada e com pouca qualificação, jovens e mais velhos, empenhados e negligentes, homens e mulheres, negros e brancos, altos e baixos perdem - de forma igual - os seus empregos.
Aos que resistem por méritos alheios, ou por sorte, e se mantém instalados nos seus empregos em permanente queixume é tempo de dizer: Basta!

terça-feira, 28 de abril de 2009

POSITIVO

Segundo notícia do Público, Portugal dispõe de 2,5 milhões de doses individuais do famoso antiviral Tamiflu.

(isto é antecipação)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Duração da Crise?

Na estratégia de combate à crise é determinante o factor tempo.
Devemos estar preparados para um crise longa e delinear um plano de sobrevivência que tenha em conta a nossa capacidade de endividamento.
Negar esta realidade, tomando medidas avulsas de reacção e não de acção/atencipação, será um sério obstáculo ao sucesso da política governativa.

domingo, 26 de abril de 2009

Gripe suína


As leis de Murphy vão fazendo o seu caminho.

«OMS: é possível que o vírus da gripe suína se torne mais perigoso » [público]

sábado, 25 de abril de 2009

Poupança, Consumo e Investimento inteligente

O professor Daniel Bessa defende que - para responder à actual crise e à débil situação em que o país se encontra - parte dos salários da função pública, para valores superiores a 1500/2000 euros , deverá ser paga sob a forma de dívida pública.

As políticas activas de poupança são a melhor forma de resolver os graves desequilíbrios, que nos obrigam a endividar externamente - à razão de 2 milhões de euros por hora, que constituem um sério risco à insolvência da nossa economia.

Pensa que esta medida deverá entrar em vigor de imediato e, recorrendo à ajuda de incentivos fiscais, deverá ser, tanto quanto possível, alargada a outras empresas.

Significa isto que, além de a solução não estar no consumo desenfreado mas sim em gastos selectivos, os tempos que aí vêm não vão ser melhores.

[disse-o na quinta-feira passada em Abrantes, num debate em que estive presente, mas já o tinha dito nos Encontros Millennium que acompanhei na TSF]

sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.”
Martin Luther King

(3) E se Portugal tivesse os recursos que outros têm?

«Portugal desaproveita 17.000 M€/ano com o mar

O estudo, encomendado por vinte das maiores empresas portuguesas, revela que as actividades ligadas ao mar representam 11% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja cerca de 17 mil milhões de euros.

O documento assinala que a contribuição destas actividades poderia «facilmente» ascender a 22% do PIB se o Estado «reorientar as suas políticas estratégicas para os próximos 25 anos».

O estudo, liderado por Ernâni Lopes, frisa ainda que este sector poderia gerar numerosos postos de trabalho. «Os sectores ligados ao turismo e ao mar absorverão os desempregados das outras áreas. O mar pode-se tornar a área mais empregadora do país», considera José Poças Esteves, co-autor do estudo que será publicado no final do ano.

O relatório aponta três áreas que seriam mais atractivas para as empresas: os transportes marítimos; o aproveitamento das potencialidades do mar para a energia, cosmética e invetigação científica e, por último, o turismo náutico. »

[Diário Digital on-line]

quarta-feira, 22 de abril de 2009

(2) E se Portugal tivesse os recursos que outros têm? (ii)

Zona económica exclusiva
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para:
navegação, pesquisa

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países costeiros têm direito a declarar uma zona económica exclusiva (português europeu) ou zona econômica exclusiva (português brasileiro) (ZEE) de espaço marítimo para além das suas águas territoriais, na qual têm prerrogativas na utilização dos recursos, tanto vivos como não-vivos, e responsabilidade na sua gestão.
A ZEE é delimitada por uma linha imaginária situada a 200 milhas marítimas da costa. A ZEE separa as águas nacionais das águas internacionais ou comuns. Dentro da sua ZEE cada estado goza de direitos. Alguns exemplos: Direito à exploração dos recursos marítimos; Direito à investigação científica; Direito a controlar a pesca por parte de barcos estrangeiros.
Segundo o Jornal de Defesa e Relações Internacionais (edição de 30 de Setembro de 2003), a ZEE portuguesa tem 1.727.408
quilômetros quadrados de extensão geográfica, o que corresponde a 1,25% de toda a àrea oceânica sob jurisdição de países. Os estudos de extensão da plataforma continental irão atribuir a Portugal a jurisdição de novo território marítimo, acrescentando de 240 000 quilómetros quadrados a 1,3 milhões de quilómetros quadrados, isto é, 14,9 vezes a área de Portugal continental (segundo a reportagem do Telejornal da RTP1 gravado a 26 de Julho 2006). Com este acréscimo Portugal passará a ter um área total de 3.027.408 Km2, o que fará saltar de 11ª maior ZEE do mundo para 10ª, imediatamente atrás do Brasil com 3.660.955Km2.

terça-feira, 21 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

Em qual dos dois líderes tem mais confiança para Primeiro-Ministro: Sócrates ou Ferreira Leite?

O barómetro mensal do Correio da Manhã denuncia dois momentos chave: a crise financeira e a crise económica ( e talvez freeport).

Aposto que nada está decidido!

O tempo corre ...

Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não podereis enganar toda a gente durante todo o tempo.

Abraham Lincoln

Salvem o interior do país


A somar ao encerramento de hospitais, escolas, estações ferroviárias, fábricas e outros serviços públicos, temos hoje inúmeras fábricas que não resistindo à crise cessam a sua actividade no interior do país.
A frágil economia local, que depende em muito dessas empresas, justifica (exige) que o governo tome medidas excepcionais capazes de contrariar o abandono do interior do país devido à inexistência de qualquer emprego.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

(..................)

«(...) Cavaco Silva afirma ainda que “não se trata de governar para os números, nem para as estatísticas”. “Estão em causa problemas concretos de natureza social, que geram situações de desespero e afectam com especial gravidade os mais desprotegidos. Problemas cuja resolução é uma responsabilidade política e, mais do que isso, uma condição necessária para a estabilidade da nossa democracia”.

Para Cavaco Silva “não se pode desperdiçar recursos em respostas que mais não fazem do que deixar tudo na mesma ou tornar ainda mais apertado o caminho do nosso desenvolvimento futuro”. “É crucial que a intervenção pública seja ponderada e rigorosa, visando claramente a resolução de problemas concretos e a preparação dos desafios futuros.”

Considerou ainda que “seria inaceitável que as respostas à crise levassem ao agravamento dos problemas estruturais que Portugal enfrenta”. E disse quais: “Excessivo endividamento externo, finanças públicas deficitárias, baixa produtividade, debilidade face à concorrência externa e divergência persistente face à média europeia.”(...)»
[Público]

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Modo de Emergência

Nas actuais circunstâncias, o estado, as empresas, as organizações de solidariedade social, os sindicatos e as famílias, deverão seguir uma estratégia conjunta que minimize os efeitos de uma crise cada dia mais devastadora.

Fundamentalmente, esta estratégia de combate deverá assentar em políticas de salvaguarda do emprego complementadas por medidas extraordinárias de protecção social.

Dado que o rigor na aplicação (gestão) dos recursos deve ser tanto maior quanto maior a sua escassez, é necessário esquecer quaisquer devaneios propagandistas e começar a agir com sensatez (antecipando problemas).

Neste enquadramento, a redução - por parte da empresas - das contribuições para a Segurança Social seria fundamental no auxílio às empresas de pequena e média dimensão que são a base do nosso tecido económico.

Por outro lado, e apesar de tudo, talvez venha a ser necessário (como compensação) uma maior contribuição para a Seg. Social por parte dos que mantém o emprego.

Agora sejamos sérios, TGV, THD, A78, 7Y5e e DDT, nem pensar!

terça-feira, 14 de abril de 2009

E quem cuidará de todos os outros?

«(...) Vieira da Silva afirmou ainda que serão procuradas alternativas para que não se perca a "capacidade humana e técnica" da empresa e que o Governo apoiará os trabalhadores ao nível da protecção dos seus direitos.

"O Governo lá estará para apoiar todos os trabalhadores que vão viver uma fase difícil de inserção", disse, acrescentando que se a solução definitiva for o fecho da empresa, os ajudará a encontrar alternativas de colocação.

"O mercado é dinâmico e outros investimentos existirão no domínio tecnológico", afirmou, esperançado de que, depois de se ultrapassar a crise, os trabalhadores terão "naturalmente" o lugar que "merecem" no mercado de trabalho. (...)» [Jornal de Notícias]

Pessimistas!

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1056854&div_id=1730

domingo, 12 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

Delírios


O Petróleo aguarda pacientemente a retoma económica.

Nessa altura, a combinação explosiva do excesso de liquidez (fruto das gigantescas injecções de combate à crise) com o crude em alta vai obrigar ao aumento brutal do custo do dinheiro.

O desperdício vai ficar cada vez mais caro!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sinais

Manuel Maria Carrilho veio a terreiro apontar o dedo à política cultural do executivo. Pedro Abrunhosa seguiu-lhe as pisadas nas páginas do público.
O mal estar do meio cultural, denunciado por gentes de esquerda, confirma que o estado de graça do primeiro-ministro está a mudar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Custos de Oportunidade?

O conceito de Custo de Oportunidade está directamente relacionado com o princípio económico de que os recursos são escassos. Este princípio significa que os recursos são insuficientes para satisfazer todas as nossas necessidades, ou seja, sempre que é tomada a decisão de utilizar um recurso para satisfazer uma determinada necessidade, perde-se a oportunidade de o utilizar para satisfazer uma outra necessidade. O Custo de Oportunidade não é mais do que o valor que atribuímos à melhor alternativa de que prescindimos para utilizar o recurso.
/* ADD twingly */