domingo, 5 de abril de 2009

A italianização de Portugal

O sector do calçado é apenas um dos exemplos que evidencia que Portugal está cada vez mais parecido com a Itália.
A degradação do poder público, a que assistimos diariamente, faz lembrar o pior da sociedade italiana.
Que Deus nos ajude!

terça-feira, 31 de março de 2009

Obras públicas

(isto deve estar escrito algures)

Apliquem-se alguns do muitos milhões da 3ª travessia, e do TGV, na recuperação da baixa de Lisboa (uma das mais bonitas cidades do mundo), e vejamos o resultado:
1. Os Empreiteiros e a Cimpor agradecem (e muitos outros);
2. O emprego (directo e indirecto) agradece;
3. A cidade ganha pessoas e a segurança agradece;
4. As pessoas não precisam do automóvel para entrar na cidade e o trânsito agradece (e menos pontes serão necessárias);
5. O turismo cresce e os hotéis agradecem (e recuperam edifícios para novos hotéis);
6. Os comerciantes - como se imagina - agradecem;
7. A DGCI agradece.

Agora é fazer contas...que o Dr. António Costa também agradece

Contagem final

Mensagem universal de quasi todos os economistas, gestores, empresários e afins:
A menos que se descubra petróleo em S. Bento, o estado português terá de iniciar - de imediato - uma dieta rigorosa.
Para despedida: TGV, Pontes, Auto-estradas, Aeroportos, Derrapagens e mais Derrapagens.
Só com Banda Gástrica!

domingo, 29 de março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Injustiças

Nenhum governo merece ser confrontado com uma crise de tamanha dimensão.
Tal como acredito que alguns aspectos positivos são resultado de políticas anteriores, também a má vida que levamos vem de tempos idos. Pura inocência acreditar que o sucesso de empresas de base tecnológica é fruto de 3 ou 4 anos de trabalho. Mas também ninguém pode acreditar que o excessivo endividamento externo tenha sido criado nos últimos tempos.
Em boa verdade, os números irão evidenciar que nem o défice público foi vencido.

quarta-feira, 25 de março de 2009

regiões

Há muito que acredito que um dos factores decisivos para o desenvolvimento local (e do país) passa pelas parcerias entre concelhos vizinhos. Abrantes, Torres Novas e Tomar terão muito mais a ganhar com um plano de desenvolvimento conjunto do que se concorrerem entre si.

Por si só, Abrantes pouco vale. Por exemplo, a sua capacidade de manter uma agenda cultural interessante - ao longo de todo ano - é limitada. Se Abrantes, Tomar, Barquinha e Sardoal pudessem partilhar a mesma agenda cultural, a população teria mais variedade de eventos que aconteceriam com maior frequência. Hoje repetem-se espectáculos e faltam-nos espectáculos.

Na Europa da regiões, Abrantes será tanto mais atractiva quanto mais atractiva for a Vila de Constância. Quem se atrever a contar o número de turistas que visitou Abrantes no último ano perceberá que, este número para ter algum significado terá - sempre - de ser alicerçado pelo concelhos vizinhos.

Nesta perspectiva, seria surpreendente que os próximos autarcas tivessem uma visão conjunta para um mesmo território.

sábado, 21 de março de 2009

Imparável

quarta-feira, 18 de março de 2009

Rania Al Abdullah

A rainha da Jordânia - Rania Al Abdullah - veio a Portugal receber um prémio que distingue personalidades que contribuem para estreitar as relações entre os países do norte e do sul.
Agora compreendo a razão pela qual dizem que o primeiro-ministro anda em más companhias. Quem é que no seu juízo perfeito troca a rainha da Jordânia pelo Coronel Kadafi ou pelo presidente Chávez?
A propósito, alguém se lembra que também Jorge Sampaio foi agraciado com igual distinção?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Factos (1)

Imaginem: apesar de tudo o que foi dito (e continua a ser dito), o Eng. Guterres não só continuou a construir auto-estradas como - em relação aos governos do Prof. Cavaco Silva - multiplicou por quatro a média de construção anual.
(recorro a este exemplo anacrónico porque continua muito presente...)
Para evitar estas desonestidades, e para que a política não seja apenas um mero jogo de palavras sem consequências, é nossa obrigação exigir mais de nós próprios. Isto é, para que lhes possamos exigir responsabilidade, temos de escrutinar permanentemente a acção daqueles que nos governam.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Victor Cunha Rego vs Medina Carreira

Ainda jovem, tornei-me leitor do DN por culpa de Victor Cunha Rego. Nas pequenas crónicas que escrevia as suas palavras ganhavam uma dimensão absolutamente extraordinária. Se bem me lembro, e embora muita das vezes não partilhasse da mesma opinião, era a sua capacidade de sintetizar o momento político que me espantava.
(para vosso infortúnio não fui bafejado por tamanha graça)
Medina Carreira não é Cunha Rego, mas a forma como em trinta minutos verbalizou o estado da nação encontrou em mim igual espanto. Mais ainda, sintetizou em três ou quatros palavras a saída para a nossa salvação : Seriedade, Rigor, Esforço, Educação, etc.

terça-feira, 10 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

Qimonda

Como este Governo é pouco escrutinado pela Comunicação Social pode continuar na sua estratégia de PowerPoints e anúncios de milhões. Não há quem meça a verdadeira realização do governo.
Por tudo isto, parece-me que a questão da continuidade da Qimonda (assim espero) tem uma relevância política que outras não terão.
O encerramento constituiria matéria factual e - embora não fosse da sua responsabilidade - o governo seria vítima da sua própria estratégia de comunicação.
Resultado: o ministro Manuel Pinho vai lentamente esvaziar este balão para que ninguém o possa agarrar.

Sublime (1)

http://www.youtube.com/watch?v=XQrq7nLPHEw

segunda-feira, 2 de março de 2009

A bem ou a mal

A crise global começou por ser financeira (que se mantém) e transformou-se em económica.
Ao invés, à nossa crise económica (estrutural) juntou-se a financeira (contágio).
Quando esta crise passar Portugal continuará a viver os mesmos problemas: justiça ineficaz, endividamento externo, falta de investimento estrangeiro (e local), baixas qualificações, desordenamento do território, desperdício e mais desperdício.
Quando esta crise passar, a China (e os outros emergentes) continuará a ser a ameaça ao nosso desenvolvimento sócio-económico.
Não podemos ter ilusões: se não for a bem vai a mal.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Cobrador do Fraque

Hoje inicia-se o congresso do PS que irá aclamar o líder José Sócrates.
Sem debate de ideias e sem algo de novo para anunciar, Sócrates irá repetir-se apresentando o velho como novo. Irá igualmente, tentar caucionar a esquerda através dos temas fracturantes propriedade do BE.
Quanto a mim, hoje inicia-se o princípio do fim. O Cobrador do Fraque está aí.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Terras de Egitânia (3)

(Permitam-me que me irrite.)
Passamos - quando passamos! - e ficamos indignados com os "atentados" a que os próprios sujeitam as suas casas. Imaginem. Acham-se no direito instalar ar condicionado em fachadas seculares e com isso destruir a nossa história.
(Recordemos o Vale do Côa.)
Instalados no conforto dos nossos lares - decidimos preservar as figuras rupestres em detrimento da barragem. Decisão tomada, eles que se amanhem.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Terras da Egitânia (2)

Terra de resistentes.
Penso que serão perto de 10 mil o número de habitantes do concelho de Idanha - na sua maioria idosas - que teimam em resistir ao encerramento permanente das suas vilas e aldeias.
Tal como a Qimonda, procura-se investidor para um produto único na Europa.

Terras da Egitânia (1)


Por estes dias tive a oportunidade de visitar o concelho de Idanha-a-Nova e descobrir algumas das suas jóias. Monsanto, Penha Garcia, Idanha-a-Velha, Proença-a-Velha e Medelim permitem-nos olhar o passado com uma tranquilidade a que já não estamos habituados.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ironias

A reportagem que acabo de ver (só a parte final) mostra-me alguma da realidade dos sem-abrigo. Chocante!.
Apesar de - em tempos - terem beneficiado do rendimento mínimo, continuam a ter vidas mínimas.
Pese o facto, conheço muita gente que "inveja" estas pessoas que nada fazem. Roubam o estado, roubam-lhes os sonhos. Não fora esta gente e o país estaria muito melhor!
Quanto a mim, preocupam-me os beneficiários do rendimento máximo. Preocupam-me os que verdadeiramente roubam o estado.
Sem lei que nos valha, lesam os estado e com isso empurram muita gente para vidas difíceis.
Roubam o estado, roubam-lhes os sonhos.
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